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Metalúrgicos de todo o Brasil lançam ação conjunta pelos direitos com paralisação nacional dia 29 de setembro

Reunidos nesta quinta, 8 de setembro de 2016, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, dirigentes sindicais metalúrgicos de várias entidades do País avaliaram como graves as reformas trabalhista e previdenciária que estão sendo propostas pelo governo federal e setores empresariais e criticaram o que consideram um verdadeiro ataque aos direitos trabalhistas e sociais, bem como à organização sindical.

Para os sindicalistas, as medidas propostas vão eliminar direitos e atender somente os interesses da classe patronal; não vão gerar empregos nem garantir aposentadoria no futuro. Para eles, a redução do custo do trabalho, bem como a chamada flexibilização das convenções coletivas de trabalho estão embutidas em várias propostas.

Diante da situação, as entidades decidiram unificar a luta pelos direitos e realizar um dia nacional de paralisação - 29 de setembro –, rumo à greve geral, contra as reformas, além de manifestações e outras ações para pressionar o Congresso Nacional a derrubar os projetos que vão contra os interesses da classe trabalhadora, e denunciar os parlamentares favoráveis às reformas.

Campanha nacional “Cortar Direitos não Gera Emprego!! Retomada da Economia Já!!”
O ato marcado para o dia 29 faz parte da campanha iniciada pelo SMC “Cortar Direitos não Gera Emprego!! Retomada da Economia Já!!”. O objetivo da campanha é alertar a população sobre  as ameaças que as propostas apresentadas pelo governo e defendidas pelo patronal representam para os direitos da população!

“Entendemos que fazer reformas é preciso! Mas não aceitamos que elas sejam feitas as custas apenas da população que já está pagando um preço alto com a crise econômica e a falta de emprego. Se é preciso fazer ajustes que se comece fazendo pela parte de cima da tabela. Cortar direitos não tem efeito nenhum sobre a economia. O que precisamos é que o governo pare de bla, bla e bla e comece a atacar logo os problemas que tem travado a economia do país: os juros altos, o excesso de impostos e a falta de crédito”, conclui o presidente do Sindicato, Sérgio Butka.


CONFIRA NOTA DAS ENTIDADES METALÚRGICAS:

UNIDADE DE AÇÃO METALÚRGICA EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA


29 DE SETEMBRO - PARALISAÇÃO NACIONAL DOS METALÚRGICOS - RUMO À GREVE GERAL

Mais uma vez, empresários, banqueiros e governos querem jogar a crise da economia nas costas da classe trabalhadora. Quando a economia cresce, os lucros ficam com as grandes empresas e os bancos. Quando vem a crise, ela é jogada nas costas dos trabalhadores: é sobre nós que recaem o desemprego, a eliminação de direitos, o arrocho dos salários.

Chegou a hora de dizer Basta!

Não aceitaremos as mudanças na Previdência Social que vêm sendo anunciadas pelo governo federal, nem as mudanças propostas para as leis trabalhistas, fazendo prevalecer o negociado sobre o legislado, novos tipos de contrato de trabalho, a eliminação de direitos e outros. Precisamos de mais direitos e não menos.

O Brasil precisa acabar com a terceirização e não generalizá-la, como pretende o governo e o PLC 30/15. Queremos emprego decente, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, para gerar mais empregos, manutenção da NR12.

Chega de dinheiro para banqueiros! Queremos saúde, educação, moradia e transporte público de qualidade para os trabalhadores e a população. É preciso pôr um fim a esta política econômica que só atende os interesses dos bancos e grandes empresas.

O caminho para que prevaleçam os interesses da classe trabalhadora é a luta.

Sindicatos de metalúrgicos do País, reunidos nesta quinta-feira, 8 de setembro, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, convocam a categoria a lutar em todo o País para barrar todos estes ataques. Já fizemos sacrifícios demais. Agora chega. Cortar direitos não gera empregos.

Nunca conquistamos nada sem lutar. Não vai ser diferente agora. Afirmamos de forma categórica: Lutaremos contra qualquer governo que ataque os nossos direitos!

Os metalúrgicos darão um primeiro passo, com uma paralisação nacional no dia 29 de setembro. Conclamamos à unidade nesta luta todas as Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos de trabalhadores de todo o Brasil.

Vamos unir todos e todas rumo à Greve Geral para fazer ouvir a nossa voz e valer os nossos direitos.

- EM DEFESA DA APOSENTADORIA, CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

- EM DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTAS

- CONTRA O DESEMPREGO E A TERCEIRIZAÇÃO

- SAÚDE, EDUCAÇÃO, MORADIA E TRANSPORTE DIGNO PARA TODOS

- CONTRA O DESMONTE DA JUSTIÇA DO TRABALHO

- REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS (SELIC)

Assinam a nota:
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá
Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul
Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ)
Sindicato dos Metalúrgicos de Santos
Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (RS)
Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (GO)
Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT)
Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais/Conlutas
Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil/CTB
Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT)
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical)
Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo/CNTM
Federação dos Metalúrgicos do Estado do Rio de Janeiro/CNTM
Federação dos Metalúrgicos do Estado de Minas Gerais/CNTM
Federação dos Metalúrgicos do Estado do Paraná/CNTM
Federação dos Metalúrgicos do Estado do Rio Grande do Sul/CNTM
Federação dos Metalúrgicos do Nordeste/CNTM
Federação Interestadual dos Metalúrgicos da Região Norte/CNTM
Federação dos Metalúrgicos da Interestadual Centro-Oeste (GO, MT, MS, TO, RO e DF)/CNTM
Federação dos Metalúrgicos de Santa Catarina/CNTM

São Paulo, 8 de setembro de 2016

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