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Maranhão aprova por unanimidade apoio e adesão ao manifesto da Força Sul contra o aparelhamento partidário da Força Sindical

Apoio foi manifestado através de assinaturas endossando moção de repúdio às reformas da previdência e trabalhista e ao aparelhamento partidário da Força Sindical
 
A Moção de repúdio emitida pela Força Sul à Força Sindical, no dia 18 de fevereiro em Florianópolis, foi endossada na sexta-feira (3) por unanimidade, pelos participantes do Congresso Estadual da Força Sindical do Maranhão. 
 
O evento que ocorreu na capital São Luís, das 8 às 18 horas, contou com debates sobre a ação sindical para os próximos quatro anos, a reforma da Previdência, reforma trabalhista e a conjuntura econômica.
 
Coordenado pelo presidente da Força-MA, José Ribamar Frazão de Oliveira, o Congresso contou com a presença dos dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, o Nelsão, e Paulo Roberto dos Santos Pissinini que levaram a moção para o Maranhão.  Miguel Torres (presidente da CNTM e vice-presidente da Força Sindical), o secretário-geral da CNTM e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba Pedro Celso Rosa, e o dirigente José Luiz dos metalúrgicos de São Paulo também participaram do evento.
 
Em comum com a Força Sul e demais lideranças acima citadas, a Central do Maranhão mantém a linha: o foco será sempre a luta pelos trabalhadores, principalmente, na atual conjuntura de crise econômica, desemprego e ameaças aos direitos trabalhistas, a exemplo das reformas trabalhistas e previdenciária.
 
Lideranças da Força Sul defendem central para o trabalhador e não a serviço de interesses partidários
 
Lideranças representativas de mais de 300 sindicatos de trabalhadores filiados à Força Sindical nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul reuniram-se na manhã do dia 18 de fevereiro, para discutir os rumos e o fortalecimento da central. O encontro ocorreu em Florianópolis/SC e foi preparatório para o Seminário Regional da Força Sul – Congresso Força Sindical 2017.
 
Esse ano ocorrem os congressos regionais e nacional da entidade, no qual se elegem as novas diretorias e se aprovam as diretrizes de luta para os próximos anos.
 
Em comum na fala das lideranças, um posicionamento muito claro: a Força Sindical precisa urgentemente guinar seu rumo no sentido da luta sindical e trabalhista e blindar-se contra interferências partidárias, sob pena de uma grande debandada de sindicatos. 
Para marcar posição, foi aprovada na reunião uma moção de repudio  às reformas da previdência e trabalhista e ao aparelhamento partidário da Força Sindical.
 
Confira na íntegra a Carta da Força Sul
 
 
CARTA DA FORÇA SUL
 
*MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA E AO APARALHEMENTO PARTIDÁRIO
DA FORÇA SINDICAL*
 
Na condição de representantes de mais de dois milhões e meio de trabalhadores, nós, presidentes e diretores de entidades filiadas à Força Sindical nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, vimos a público manifestar nosso repúdio às mudanças que subtraem direitos dos trabalhadores, consignadas nas reformas da Previdência e Trabalhista do governo federal.
 
De mesmo modo manifestamos nossa contrariedade ao fato da Força Sindical encaminhar tratativas no Congresso Nacional sobre essas matérias sem abrir um amplo debate interno com seus sindicatos filiados, assumindo posições de um partido como se fossem da central sindical. Entendemos que as posições partidárias pessoais de dirigentes sindicais não devem, em hipótese alguma, sobrepor-se aos interesses dos trabalhadores.
 
Nossa central deve ser para o trabalhador não só no discurso de marketing, mas também em suas posições políticas e iniciativas.
 
Reafirmamos as posições dos 5º, 6º e 7º congressos nacionais da Força Sindical, no sentido de manter a unicidade pela base, a qual vem sendo afrontada constantemente por encaminhamentos da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
Por fim, destacamos: Urge que a Força Sindical de uma guinada efetiva no sentido da luta trabalhista e se blinde contra interferências partidárias, sob pena de uma grande debandada de sindicatos, sob pena do enfraquecimento da classe trabalhadora e do esfacelamento de todo o arcabouço de direitos que conquistamos, a duras penas, com anos de luta.
 
Florianópolis, 19 de fevereiro de 2017
 

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