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Milhares de trabalhadores do Paraná aderem à maior greve do século contra o fim da aposentadoria e dos direitos trabalhistas

Somente na  Grande Curitiba, 50 mil metalúrgicos,  cobradores  e motoristas de ônibus, ligados à Força Sindical do Paraná, cruzaram os braços contra as reformas do governo. Manifestações  ocorreram também em Londrina, Maringá, Paranaguá, Pato Branco e Cascavel

Nenhum direito a menos! Foi com esse espírito que milhares de trabalhadores do Paraná paralisaram as atividades para participar da greve geral convocada para hoje  pelas Centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência  do governo. Somente na Grande Curitiba, 50 mil metalúrgicos entre metalúrgicos, cobradores e motoristas, filiados à Força Sindical do Paraná, cruzaram os braços. Manifestações aconteceram também em Londrina, Maringá, Paranaguá, Irati, Pato Branco, Cascavel.

“O trabalhador sabe dos riscos dessas reformas  que precarizam a grande maioria da população, mas mantem as regalias de uma minoria. Sabemos da necessidade de ajustes na Previdência, mas não podemos aceitar uma reforma que rebaixa o valor das aposentadorias e obriga o cidadão a trabalhar até o final da vida”, resumiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka.

 Em Curitiba, a mobilização começou logo  de madrugada com os metalúrgicos se juntando aos motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana em frente às garagens  de ônibus. Logo depois, os metalúrgicos se dirigiram para as empresas da categoria. Cerca de 25 mil trabalhadores da Volvo,WHB.Bosch, CNH , Jtket, Aker solutions, PIC  Industrial da Audi e demais empresas nem compareceram em frente da fábrica, dando uma clara demonstração de adesão à greve. Participaram ativamente da manifestação , bloqueando as rodovias da capital metalúrgicos da Renault,  Trox,Cabs, Magna Cosma e demais empresas .. Houve bloqueios nos dois sentidos da BR 277, sentido litoral, em São José dos Pinhais; Em dois trechos da Avenida Juscelino kubitschek, na Cidade Industrial  de Curitiba (CIC); Na Avenida das Torres, na altura do Portal de São José dos Pinhais;  No contorno Norte, próximo à Volvo e na rodovia do Xisto. Os bloqueios  duraram das 6h às 11h da manhã.

Ato ecumênico no Centro
Trabalhadores de várias categorias se reuniram também no centro da capital para um ato ecumênico coma participação das Centrais  Sindicais e do Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, além de representantes de outras religiões. Os manifestantes iniciarama concentração no centro Cívico e caminharam até a frente da Catedral Metropolitana, onde ocorreu o ato.

Londrina

Os metalúrgicos,servidores da saúde, trabalhadores do setor de alimentação, do transporte coletivo e do Sindicato dos aposentados de Londrina também participaram da greve geral. Logo de madrugada foram realizadas assembleias nas garagens de ônibus da cidade.Trabalhadores do transporte coletivo também cruzaram os braços. Às 10h, houve uma grande caminhada pelo centro da cidade até o calçadão com a participação de mais de 20 mil trabalhadores entre metalúrgicos, do comércio, motorista e cobradores, servidores públicos, bancários, aposentados, vestuário, asseio e conservação e professores.

Paranaguá
Em Paranagua, estivadores e metalúrgicos, iniciaram, ás 6h, o protesto em frente ao Porto de Paranaguá e depois realizaram uma caminhada de 6km rumo ao centro da cidade , para um ato com as demais categorias e Centrais Sindicais.

Pato Branco
Metalúrgicos trancaram a BR 163 das 9h até as 15h.Às 8h30,as demais categorias de trabalhadores iniciaram uma caminhada até afrente do posto do INSS da cidade.

Irati
Pela manhã , metalúrgicos cruzaram os braços e caminharam até o posto do INSS da cidade onde fizeram um ato comas demais centrais até às 11h30.

Cascavel
Além de cruzarem os braços, diversas categorias e movimentos  realizaram uma grande manifestação na Avenida Brasil, a principal do município.

Maringá
Cerca de 10 mil trabalhadores participaram da passeata que saiu da Praça da Prefeitura até a sede do INSS. Motoristas do transporte coletivo cruzaram os braços, assim como metalúrgicos, agentes penitenciários e servidores.

 

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