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METALÚRGICOS DA GRANDE CURITIBA PARTICIPAM DE DEBATE SOBRE O O FIM DA ESCALA 6X1 E REDUÇÃO DA JORNADA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA DE CURITIBA

Nesta segunda feira, 06 de abril, foi organizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba para debater a PEC encaminhada ao Congresso sobre o fim da escala 6X1. 

O evento contou com a participação de entidades, Sindicatos, sociedade civil, movimentos socias e vereadores e vereadoras do PT, Psol, PDT e PSB. O objetivo: ampliar a discussão sobre a jornada exaustiva de 44 horas semanais imposta aos trabalhadores desde a nova Constituição pós ditadura militar. 

"O movimento é importante e é necessário, nós sabemos que todos os avanços sociais que nós tivemos desde o século passado e até agora foi sempre através da mobilização e luta dos trabalhadores, nada vem de graça, nada foi concessão de boa, sempre os trabalhadores lutaram! O nosso próprio sindicato é um exemplo disso, nem todas as empresas nós conseguimos avançar. Naquelas empresas em que os trabalhadores se mobilizam os avanços acontecem. Aonde os trabalhadores não se mobilizam os avanços não acontecem. Então, é preciso a mobilização, e essa audiência publica hoje é mais um passo para mobilização nacional, para a gente conseguir a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1", enfatiza Jamil Dávila, Secretário- Geral do SMC. 

Atualmente, o Brasil vive uma crise de saúde mental. Os dados mostram que, em 2025, houveram mais de 546 mil afastamentos que estão relacionados intrinsecamente com uma jornada que não possibilita o tempo necessário para descanso. Mesmo assim, a proposta da PEC do fim da escala 6x1 enfrenta resistência no Congresso Nacional.

"Eu acho difícil uma pessoa ser contrária a essa ideia uma vez que ela é trabalhadora do 6x1 né, eu trabalhei a minha vida inteira no telemarketing e eu sei quanto é pesado a gente não conseguir ter tempo para nossa vida pessoal e, principalmente,as mulheres negras que acabam contendo dupla ou tripla jornada. Então, só é contra quem se beneficia dessa escala.  Aí,  dificilmente,  a gente vai conseguir convencer. Mas é importante saber que todo mundo precisa de um tempo para si mesmo, todo mundo precisa ter esse direito de poder viver a vida. Eu acho que não tem muito o que dialogar a partir do momento que a gente possui a possibilidade da qualidade de vida", diz Geórgia Prates (PT), vereadora propositora da audiência.

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