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Varíola dos Macacos: O que é? Como prevenir? Quais os sintomas?

Por Drº Zuher Handar, Médico do trabalho

Uma nova doença vem assustando muitas pessoas e tem se distribuído em varias partes do mundo. Não chega a ser uma pandemia como aconteceu com a COVID-19, mas pode apresentar-se como um surto em alguns locais. 

É uma doença transmitida pelo contado com pessoas infectadas e, além do contato com as secreções das bolhas que se forma, a sua transmissão ocorre principalmente por via respiratória, semelhante à transmissão do vírus da COVID-19.

O Brasil tem mais de 4 mil casos da doença e um óbito registrados e de acordo com a OMS o número de casos vem caindo após uma tendência de alta que durou um mês. Uma vacina contra a doença já está aprovado nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia e no Brasil a Anvisa também aprovou liberação da vacina e um medicamento.

"Há sinais de que o surto está diminuindo na Europa, onde uma combinação de medidas eficazes de saúde pública, mudança de comportamento e vacinação está ajudando a prevenir a transmissão" (OMS)

Como podemos observar a sua prevenção deve ser realizada semelhante a que aplicamos contra a COVID-19 e, portanto, estamos preparados para contê-la se aplicarmos os mesmos protocolos que aprendemos durante estes mais de dois anos de pandemia.

Certamente, que as empresas estão conscientes da necessidade de alertar os seus trabalhadores sobre a doença e suas medidas de prevenção. Da mesma forma elas tem toda a infraestrutura já instalada desde o inicio da pandemia que ainda vivemos, para poder ser aplicada também parta a prevenção da  Varíola dos Macacos.

Mesmo que o numero de casos da doença esteja diminuindo é importante que todos tenham conhecimento sobre a doença e principalmente a maneira como preveni-la, pois há indícios de os casos tem aumentado na América Latina.

Vamos conhecer um pouco sobre a doença e sua prevenção.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma zoonose causada pelo vírus monkeypox, do gênero Orthopoxvirus, pertencente à família Poxviridae. As zoonoses são doenças que o hospedeiro é um animal e transmite o agente ao ser humano. O nome monkeypox se origina da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958.  

Tem sintomas muito semelhante ao da varíola, mas clinicamente é considerada menos grave. Atualmente, segundo a OMS esclareceu, a maioria dos animais suscetíveis a este tipo de varíola são roedores, como ratos e cão-da-pradaria.

Há duas cepas geneticamente distintas do vírus da varíola dos macacos: a cepa da Bacia do Congo (África Central) e a cepa da África Ocidental. As infecções humanas com a cepa da África Ocidental parecem causar doença menos grave em comparação com a cepa da bacia do Congo.

Período de Incubação

O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Transmissão

A varíola dos macacos é transmitida principalmente por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões na pele ou mucosas de animais infectados.

A transmissão de humano para humano, considerada transmissão secundaria está ocorrendo por contato com secreções infectadas das vias respiratórias ou lesões na pele de uma pessoa infectada, ou com objetos contaminados recentemente com fluidos do paciente ou materiais da lesão. Não há evidência de que o vírus seja transmitido por via sexual.

O contato próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados deve ser evitado. Luvas e outras roupas e equipamentos de proteção individual devem ser usados ??ao cuidar dos doentes, seja em uma unidade de saúde ou em casa.

Sintomas:

Caso suspeito: qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é endêmica. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos (gânglios) inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.

Casos “prováveis”: incluem sintomas semelhantes aos dos casos suspeitos, como contato físico pele a pele ou com lesões na pele, contato sexual ou com materiais contaminados 21 dias antes do início dos sintomas. Soma-se a isso, histórico de viagens para um país endêmico ou ter tido contato próximo com possíveis infectados no mesmo período e/ou ter resultado positivo para um teste sorológico de orthopoxvirus na ausência de vacinação contra varíola ou outra exposição conhecida ao vírus.

Casos confirmados ocorrem quando há confirmação laboratorial para o vírus da varíola dos macacos por meio do exame PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real e/ou sequenciamento.

De acordo com a SESA/PR, a pessoa infectada só deixa de transmitir o vírus quando as crostas desaparecem da pele. Entre as formas de prevenção estão a higiene das mãos e o uso de máscara.

Tratamento

Não há tratamentos específicos para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Os sintomas costumam desaparecer espontaneamente, sem necessidade de tratamento. A atenção clínica deve ser otimizada ao máximo para aliviar os sintomas, manejando as complicações e prevenindo as sequelas em longo prazo.

É importante cuidar da erupção deixando-a secar, se possível, ou cobrindo-a com um curativo úmido para proteger a área, se necessário. Evite tocar em feridas na boca ou nos olhos. Enxaguantes bucais e colírios podem ser usados desde que não que contenham cortisona.

Vacinas – A vacinação contra a varíola tradicional é eficaz também para a varíola dos macacos, mas a OMS explicou que pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis já que as campanhas de vacinação contra a varíola foram interrompidas pelo mundo quando a doença foi erradicada em 1980.

A agência trabalha na verificação dos estoques atuais de vacina da varíola para ver se precisam ser atualizados.

A prevenção e o controle dependem da conscientização das comunidades e da educação dos profissionais de saúde para prevenir a infecção e interromper a transmissão.

A Prefeitura de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (24/08) um protocolo sanitário com recomendações para prevenção e controle da varíola dos macacos em estabelecimentos como restaurantes, supermercados, academias e hotéis. Entre as medidas está o uso de máscaras, como ocorreu com a pandemia de COVID. Segundo a Folha de São Paulo, a capital tem 1.912 casos da doença, 32 a mais do que o total divulgado na última terça (23), e é uma das duas localidades do país com registro de casos em bebês.

 

Orientações da Prefeitura de São Paulo para prevenção e controle da Varíola dos Macacos.

Disponibilizar lavatórios com água e sabão

Manter ambientes bem ventilados, privilegiando a ventilação natural.

Intensificar  limpeza e desinfecção das dependências

Evitar varrer e espanar as superfícies, dando preferencia à limpeza com esfregões ou pano úmido.

Paramentar os profissionais de limpeza com máscaras, avental impermeável ou descartável, luvas de borracha e óculos de proteção.

Salões de beleza devem desinfectar móveis e objetos a cada cliente.

Academias devem posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos e higienizar os equipamentos a cada uso.

Hotéis e motéis devem realizar a limpeza dos quartos e garantir a troca de roupas de cama e banho a cada usuário.

Mercados e restaurantes devem oferecer álcool em gel e proteger as máquinas de cartão de credito com material que facilite a higienização.

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde até o dia 28 de agosto o Paraná apresenta 118 casos confirmados e 160 suspeitos da doença. É o estado que apresenta mais casos na região sul.

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