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COM APENAS 500 REAIS DE VALE-MERCADO E SEM PLANO DE CARREIRA, TRABALHADORES DA BROSE ENTRAM EM GREVE APÓS EMPRESA SE RECUSAR A NEGOCIAR REIVINDICAÇÕES

Escolta de Ônibus, assédio moral e outras práticas antissindicais são organizadas pela Brose para desmobilizar trabalhadores

Na última quarta-feira, 28 de janeiro, os trabalhadores da empresa de São José dos Pinhais (Brose do Brasil), entraram em  greve após a empresa se recusar a negociar as reivindicações dos funcionários para melhoria salarial e de benefícios. 

Atualmente, os trabalhadores da empresa recebem aproximadamente R$ 2.500,00. Vale-mercado de 500 reais e não possuem PLR (Participação de Lucros e Resultados). As reivindicações dos funcionários consistem em negociar correção salarial pelo INPC + 2,5% de aumento real, equiparar vale mercado às empresas do seguimento, discutir jornada de trabalho e implantação de PLR. 

A discrepância entre a Brose e outras empresas do setor na região é enorme quando comparadas, confira: 

PIRELLI
•    Reajuste salarial: 6%;
•    Reajuste no vale-mercado: Sobe de R$ 700,00 para R$ 1.080,00 (VM adicional de R$ 1.000,00);
•    PLR: R$ 22.100,00 (100% das metas).

JTEK 
•    Reajuste salarial: 6%;
•    Vale-mercado: R$ 1.170,00; 
•    PLR: R$ 17.000,00 (100% das metas) / R$ 10.000,00 de primeira parcela fixa.

ADIENT
•    Reajuste salarial: INPC + 1% de aumento real 
•    Vale-mercado: R$ 1.080,00;
•    PLR: R$ 17.100,00 (100% das metas);
•    Abono: R$ 5.000,00.

O Diretor Executivo do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Ezequiel Romão conta mais sobre essa situação “As autopeças da região estão pagando perto de R$ 3.400,00 para funcionários iniciais, enquanto a Brose só reajustou o salário para aproximadamente R$ 2.500,00. É um absurdo! As outras empresas pagam 1000 reais a mais”.

COM TRABALHADORES EM GREVE, BROSE COMEÇA A CONTRATAR ILEGALMENTE TRABALHADORES TEMPORÁRIOS VISANDO ENFRAQUECER MOVIMENTO
Tentando desmobilizar os trabalhadores, a Brose começou a praticar atos antissindicais. Assédio, pressão e a tentativa de utilizar a polícia militar para desmotivar os trabalhadores tem sido constante, porém, revoltados os trabalhadores se mantem firmes a luta. 

Agora a  empresa dá mais um passo rumo a ilegalidade passando a contratar trabalhadores temporários por apenas R$ 1.900,00. O Sindicato já acionou seu jurídico para denunciar a empresa  à justiça. 

Trabalhadores seguem firmes na luta por mais respeito e dignidade esperando o bom senso da Brose. 

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