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Montadoras: mesmo com a crise, as negociações garantiram empregos e salários

Com realidades diferentes nos últimos dois anos, os acordos fechados na Volvo, Volkswagen e Renault tiveram focos individuais

Nos dois últimos anos, os trabalhadores brasileiros enfrentaram a maior crise econômica da história do país. Desemprego, queda no PIB e alta na inflação foram só algumas das consequências sentidas pelos metalúrgicos nesse período. Na prática, isso tudo fez com que as negociações também passassem por um encolhimento. Mas, com o lema “nenhum direito a menos”, o SMC foi pra luta e garantiu salários e empregos dos trabalhadores nas montadoras da Grande Curitiba. 

De acordo com economista Cid Cordeiro, é difícil comparar os acordos de cada uma dessas montadoras, pois Volvo, Volkswagen e Renault tiveram realidades bem diferentes nesses dois últimos anos. Para ele, o que dá para comparar é que dentro de cada uma dessas realidades, o SMC liderou as negociações e garantiu o melhor acordo para a categoria. 

Em 2016

- No ano passado, os trabalhadores da Volvo não tiveram reajuste e perderam empregos. 

- Na Volkswagen foi garantida a inflação e os empregos e um acordo até 2020 para assegurar empregos e a atração de novos modelos para a planta. 

- Na Renault foi garantida a inflação e aumento real e a recuperação dos empregos que tinham sido perdidos em 2015.

Em 2017

- Esse ano os trabalhadores da Volvo recuperaram o que perderam em 2016, ou seja, o acordo fechado foi para recuperar a remuneração dos últimos 24 meses. 

- Os metalúrgicos da Volkswagen tiveram uma queda salarial menor que a que estava prevista porque a inflação foi muito baixa (1,73%) e continuaram mantendo os empregos mesmo diante de queda da produção. 

- E os trabalhadores da Renault tiveram o zeramento da inflação em 2017.

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