Veja o que as empresas automotivas estão fazendo para conter o coronavírus
Com o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, que ganhou dimensões exponenciais na última semana, as empresas automotivas começaram a adotar medidas de prevenção, sendo que a maioria optou pela paralisação da produção de veículos e demais componentes em suas linhas de montagem. Todas elas têm como objetivo ajudar na tentativa de contenção da propagação do Covid-19 e preservar a saúde dos funcionários, terceiros e seus familiares.
Desde a quinta-feira, 19, quando a Anfavea confirmou que todas as suas associadas estavam analisando e se preparando para adotar as recomendações orientadas pela OMS, Organização Mundial da Saúde, e pelo Ministério da Saúde do Brasil, 13 fabricantes de veículos já divulgaram interrupções de produção. A maior parte das linhas vai parar na última semana de março e seguir assim por quase todo o mês de abril. Algumas fabricantes de autopeças também se juntaram à maior parte da população brasileira e optou pela suspensão de suas atividades para permitir o maior isolamento social das pessoas, forma mais eficaz de contenção da multiplicação de contágios pelo Covid-19 até o momento.
A equipe de Automotive Business seguirá no esforço de atualizar todas as medidas anunciadas pelas empresas automotivas durante todo o período de contenção da propagação do vírus no Brasil, fazendo atualizações constantes deste conteúdo ao longo dos próximos dias.
Veja abaixo o que cada empresa automotiva já decidiu e os períodos de paralisação de cada fábrica
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MONTADORAS |
BMW: suspendeu a produção de sua fábrica de Araquari (SC) a partir de férias coletivas entre os dias 30 de março e 22 de abril. A unidade vai operar normalmente até o início da paralisação. Funcionários das áreas administrativas já estão em regime de trabalho remoto. Na fábrica de motocicletas em Manaus (AM) a empresa mantém reuniões diárias da diretoria e ações de contingência específicas de acordo com a realidade local.
CAOA CHERY: após cancelar as demissões em sua fábrica de Jacareí (SP), a empresa decidiu pelo layoff (suspensão temporária dos contratos de trabalho) para todos os funcionários da unidade entre os dias 1º e 30 de abril. Os trabalhadores readmitidos (70 no total) passam a cumprir licença remunerada a partir da sexta-feira, 20. Funcionários das áreas administrativas adotaram home office.
FCA FIAT CHRYSLER: as três fábricas do grupo localizadas em Betim (MG), Goiana (PE) e Campo Largo (PR) vão paralisar as atividades a partir de 27 de março e assim permanecem pelo menos até 27 de abril. A empresa também anunciou o adiamento de todos os eventos na América Latina, incluindo o lançamento da picape Strada, que estava agendado para o início de abril.
GENERAL MOTORS: a interrupção da produção na fábrica de Gravataí (RS) já ocorreu na sexta-feira, 20. Na segunda-feira, 23, serão suspensas as atividades das plantas de Joinville (SC), São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, além do campo de provas em Indaiatuba, todas em São Paulo. A fábrica de São José dos Campos, também paulista, vai parar na terça-feira, 24.
HONDA: as fábricas paulistas de Sumaré e Itirapina terão suas operações suspensas inicialmente por 20 dias, a partir da quarta-feira, 25 de março, e com retorno previsto para 14 de abril. A depender da situação, as plantas poderão estender as férias coletivas até 27 de abril. Já a fábrica de motos em Manaus (AM) segue em operação, mas poderá parar se epidemia se agravar no estado.
MERCEDES-BENZ: os 10 mil trabalhadores que atuam nas fábricas de São Bernardo do Campo, Iracemápolis, Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG) terão férias coletivas entre 30 de março e 19 de abril, além de folgas previstas por banco de horas nos dias 25, 26 e 27 de março e em 20 de abril. O retorno está previsto, a princípio, para 22 de abril.
PSA PEUGEOT CITROËN: a fábrica de Porto Real (RJ) vai parar sua produção no período de 23 de março a 21 de abril. A montadora informa que a produção será retomada dependendo da futura situação no País.
RENAULT: o complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, interromperá as atividades de produção entre os dias 23 de março e 14 de abril.
SCANIA: a suspensão da produção de caminhões e ônibus na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), que emprega 3,5 mil pessoas, começa em 30 de março e vai até 13 de abril.
TOYOTA: as quatro fábricas da empresa todas localizadas em São Paulo (São Bernardo do Campo, Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz) vão interromper as atividades entre a terça-feira, 24 de março, e a princípio até 6 de abril.
VOLKSWAGEN: a produção das unidades Anchieta, em São Bernardo do Campo, bem como a de Taubaté, São Carlos (SP) e de São José dos Pinhais (PR) vai parar na próxima segunda-feira, 23, enquanto os empregados da área administrativa continuam em trabalho remoto (home office) até 30 de março. A partir do dia 31, todos os trabalhadores entram em férias coletivas por duas semanas. Na Argentina, a montadora também suspendeu as atividades das fábricas de Córdoba e Pacheco até o dia 30 de março. Os funcionários da administração adotaram trabalho remoto.
VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS: desde a quinta-feira, 19 de março, a empresa cortou horas extras e cancelou os expedientes aos sábados. A partir de 30 de março os 4,5 mil funcionários da fábrica de Resende (RJ) entrarão em férias coletivas. O setor administrativo adotou home office. O retorno dos empregados está previsto para o dia 20 de abril.
VOLVO: a fábrica de Curitiba (PR) onde são feitos os caminhões, ônibus, motores e caixas de câmbio, vai paralisar as operações com férias coletivas para todos os 3,7 mil empregados a partir de 30 de março e vai até 30 de abril.
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EMPRESAS DE AUTOPEÇAS |
PIRELLI: as três fábricas no Brasil em Gravataí (RS), Campinas (SP) e Feira de Santana (BA) vão parar na próxima segunda-feira, 23. Além disso, a unidade argentina interrompeu as operações já a partir da sexta-feira, 20. A medida afeta todos os 8 mil funcionários na América do Sul.
TUPY: a planta de Joinville (SC) adotou férias coletivas por 10 dias para os 8,5 mil trabalhadores.
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IMPLEMENTOS E ENCARROÇADORES |
MARCOPOLO: a paralisação será adotada a partir de férias coletivas e terá início na segunda-feira, 23, com duração prevista para 20 dias. A medida vale para todos os 10 mil funcionários das fábricas de Caxias do Sul (RS), Xerém/Duque de Caxias (RJ) e São Mateus (ES).
BUSSCAR: a princípio, a fabricante de carrocerias de ônibus anunciou que vai suspender a produção de sua fábrica de Joinville (SC) por uma semana a partir da segunda-feira, 23. A medida, que abrange os 1,2 mil funcionários da unidade, pode ser ampliada dependendo da situação no País.
RANDON: a paralisação dos 8,5 mil funcionários das empresas do grupo começa na segunda-feira, 23, e deve durar 20 dias. A medida vale para as fábricas de Caxias do Sul (RS).
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EVENTOS |
ABX20 – AUTOMOTIVE BUSINESS EXPERIENCE: o maior evento B2B do setor automotivo foi adiado para 13 de outubro, no São Paulo Expo. Estava previsto para acontecer em 27 de maio. As inscrições foram estendidas. Veja mais informações aqui.
AGRISHOW E FEIMEC: as tradicionais feiras de máquinas agrícolas e a de máquinas industriais foram adiadas, mas ainda não têm novas datas definidas. A Agrishow estava agendada para ocorrer entre os dias 27 de abril e 1º de maio, enquanto a Feimec ocorreria entre 5 e 9 de maio.
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AINDA NO BRASIL |
IMPACTOS NO MERCADO: já saíram as primeiras possíveis projeções para o setor automotivo e seu mercado considerando os profundos impactos que a pandemia pode causar no Brasil. Os dados da consultoria Bright Consulting apontam que a produção de veículos leves pode registrar queda de 4% em 2020, voltando a um nível inferior ao de 2017.
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INTERNACIONAL |
MONTADORAS NA EUROPA: na segunda-feira, 16, algumas empresas iniciaram a paralisação da produção de suas fábricas na Europa, o que ocorreu ao longo de toda a semana, gerando a pior crise de todos os tempos da indústria automotiva local.
MONTADORAS NOS ESTADOS UNIDOS: a ajuda do governo norte-americano prometida ao setor automotivo pelo presidente Donald Trump pode não ser o suficiente para impedir o grande estrago que a pandemia poderá fazer à indústria local.
BOAS AÇÕES PELO MUNDO: MONTADORAS AJUDAM NO COMBATE AO COVID-19: as fabricantes e empresas do setor oferecem auxílio à entidades assistenciais e estudam adaptar fábricas de veículos para produzir equipamentos médicos.
Fonte:Automotive Business


















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