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Palavra do Presidente

29 de setembro metalúrgicos vão deixar claro que não aceitam a ofensiva contra seus direitos

Sérgio Butka - Presidente
Apesar do governo e o Congresso estarem alegando que não vão mexer nos direitos, não é isso que estamos vendo na prática. Continuam entre suas propostas a imposição do negociado sobre o legislado, a legalização da terceirização desenfreada, o aumento da jornada e do tempo para aposentadoria entre outras medidas que só trarão retrocesso para a população brasileira e não terão efeito nenhum na retomada da economia. Foi por isso que no último dia 05 de setembro, nós, metalúrgicos da Grande Curitiba, paralisamos as atividades, para se englobar na campanha “Cortar direitos não gera emprego! Retomada da economia já!”. Esse foi o pontapé inicial da luta que vamos travar para não deixar que a conta seja jogada apenas nas nossas costas!

Já está mais que provado que retirar direitos só vai aprofundar a crise, pois vai rebaixar ainda mais a renda da população. Como as empresas querem que a economia gire se propõem o corte de emprego e a diminuição da renda que resta ao trabalhador? Como querem ter competitividade se propõem a precarização das relações de trabalho, o que impacta diretamente na qualidade e na produtividade? Como querem construir uma indústria forte se não valorizam a mão de obra, parte mais importante do processo produtivo? O grande problema da indústria no Brasil é a mentalidade atrasada do patronal! Na hora dos bons ventos, querem guardar o lucro para si somente. Mas basta um rumor de crise para querer jogar todo o prejuízo para cima do trabalhador! É esse tipo de “gestão”, baseado nas cartilhas do século 19,  que atravanca a economia do país. Enquanto os gestores no Brasil não evoluírem, o país vai continuar patinando no seu desenvolvimento.

Por isso, causa repugnância a submissão desse governo e desse Congresso às tentativas calhordas do patronal em querer se aproveitar da crise para diminuir e flexibilizar direitos; Causa repugnância a alegação do governo de que a população tem que fazer sacrifícios porque o estado está quebrado, mas ao mesmo tempo, o próprio governo libera R$ 30 bilhões do BNDES e do FGTS, para financiar grupos econômicos nas privatizações que quer fazer. Ou seja, vamos pagar as empresas para comprarem nossas estatais e depois nos cobrarem pelos serviços; Nos revolta o governo querer aumentar a idade mínima para a aposentadoria, mas não mexer um dedo na regra que permite aos políticos se aposentarem com apenas 8 anos de mandato; Nos enoja o governo propor cortar por 20 anos os recursos da saúde e da educação para fazer sobrar dinheiro para repassar ao sistema financeiro através da dívida pública.  

Não resta dúvida! Com as notícias que temos visto, o horizonte para a população brasileira é bastante tenebroso. Ou vamos para a luta, ou corremos o risco de retroceder ainda mais do que já perdemos com a crise. A turma da parte de cima da tabela está assanhada com a faca e o queijo na mão e não tenham dúvidas que vão vir para o ataque para manter seus privilégios. É por isso, que o movimento sindical não perdeu tempo e resolveu deixar partidarismos de lado, para voltar a se unir unificação  visando a luta para defender os direitos trabalhistas e sociais conquistados através de muito esforço da população. Não tem outro, jeito, ou os trabalhadores se unem e lutam ou vamos afundar todos juntos. Dia 29 de setembro, vamos mostrar para a patrãozada e para o governo que não estamos para brincadeira. Não vamos permitir os ataques aos nossos direitos. Se querem resolver a crise, comecem primeiro cortando seus privilégios. Dia 29 e setembro é paralisação geral. Vamos pra luta!

Sérgio Butka
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.
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